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  • 2015 Mar 12

    Quinze de Março Libertário

    O povo está farto de seus governantes. O povo está farto de ser enganado. O povo está cansado de ser empobrecido. O povo dá um basta ao desvio de verbas e uso da máquina estatal para o benefício de particulares e corporações. Até mesmo quem apoia o grupo que está no poder desaprova o modo como governa e suas atuais políticas.

    Há uma revolta generalizada que irá desaguar nas ruas de todo o território brasileiro no dia 15 de março de 2015. Sob diversas bandeiras, o povo gritará contra a atual presidente, contra seu partido, contra a corrupção e a favor de muitas coisas como o impeachment, intervenção militar, investigação da Operação Lava Jato, BNDES, a condenação dos envolvidos e várias outras.

    O Partido Libertários apoia a manifestação. Entende que é legítimo reivindicar nas ruas as suas ideias e posições e que a mobilização pode propagar ideias e mobilizar e envolver outros indivíduos nas causas defendidas. O que o LIBER não defende são as bandeiras abstratas ou absurdas que estão sendo levantadas.

    Alguns libertários estão envolvidos, pessoalmente, de algum modo com movimentos que estão participando ativamente dos protestos. O LIBER, por outro lado, quer deixar claro o que defende. Se há interesse em participar e muitos de nós irão para as ruas, que nossas bandeiras sejam claras.

    Secessão
    A solução óbvia para muitas das reivindicações populares é a separação das entidades federativas. Separação não é levantar muros e expulsar pessoas nascidas em outros locais. Separação é não ter de sustentar Brasília. É retirar do bolso dos mais pobres, das regiões mais remotas, a conta do luxo e do gasto dos políticos e dos funcionários públicos com seus privilégios. Para acabar com a falcatrua no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional, basta não enviar dinheiro para lá. O LIBER entende que o dinheiro deve ficar com quem o produziu e isto nos leva à nossa segunda bandeira.

    Imposto = Roubo
    Todo imposto, tributação e taxa são um assalto e extorsão. O povo brasileiro é ameaçado a pagar a conta e vê a sua qualidade de vida despencar ao ter todos os produtos consumidos taxados à 40% em média. Alimentos, remédios, vestuário e tudo o mais são muito caros por conta dos impostos embutidos. O consumidor final, isto é, o cidadão, sempre paga a conta para sustentar parasitas do dinheiro roubado.

    Impeachment de Todos
    Não adianta trocar de líder. O povo parece ter acordado para isto, mas muitos ainda não entenderam a questão. Dilma, Temer, Aécio e qualquer outro político têm o mesmo incentivo: se aproveitar da máquina em benefício próprio, colocar os amigos no poder e favorecer aliados. A única forma de enfraquecer os políticos e retirando poder de suas mãos. É preciso diminuir o poder de legislar sobre os outros (secessão), diminuir a arrecadação (cortar impostos) e diminuir o papel do governo na sociedade, passando o comando de empresas e serviços para os funcionários, cooperativas, empresas ou indivíduos que administrem de modo a fornecer o produto/serviço de forma eficiente, ou seja, com poucos custos e a um preço competitivo.

    Não deixe que movimentos pautem as manifestações pedindo mais estado, como a intervenção militar por exemplo, ou a troca de líderes (eleitores do Aécio). A nossa luta é pela liberdade. A nossa luta é pela autonomia e autodeterminação individual. Muitos manifestantes desconhecem nossas reivindicações. Eis um bom momento para mostrar o que defendemos.

    Filipe Rangel Celeti,
    coordenador estadual do LIBER-SP e membro do Comitê Executivo do LIBER

    Rafael Lemos,
    presidente do LIBER

  • 2014 Out 28

    Espalhe liberdade, não ódio

    Espalhe liberdade, não ódio

    O Brasil parou no dia 26 de Outubro de 2014. O país inteiro foi tomado pela ansiedade angustiante e pela esperança, o desejo tomou forma, tomou convicção, tomou, por fim, partido.


    É inquestionável que os últimos 20 dias foram transformados numa sangrenta batalha campal. O mundo conheceu a disputa eleitoral mais acirrada da história brasileira que custou amigos, colegas de ideologia que se maldizeram por diferenças cosméticas e relações parentescas abruptamente cortadas. O resultado, então, veio à público, atendendo misteriosamente ao projeto de poder continuamente crescente e da multiplicação dos tiranos de sabedoria centralizada. Nós imputamos uns aos outros a culpa dolorosa, determinamos os grupos que nos condenaram ao inevitável fracasso nas urnas, que nos rumaram à miséria e à desarmonia.

    Nós não poderíamos estar mais cegos, ou desconexos, com o infame e complexo teatro do poder centralizado. Os habitantes do norte estão culpando os habitantes do sul e os habitantes do sul estão culpando os do norte, enquanto os tiranos observam nosso comportamento facilmente previsível, nosso apego inocente pelas suas promessas e programas, que pouco ou nunca são cumpridas, afim de atirar uma migalha de pão ao miserável para manter sua dependência, e os miseráveis são todos nós: empresários, médicos, engenheiros, auxiliares, estagiários, donas de casa, ricos, pobres, nortistas e sulistas. Enquanto os inimigos tomam suas propriedades, removem sua liberdade, vocês estão atirando em amigos. Eu os convido a apontar suas armas aos políticos e ao sistema cálido, imperador e tirânico que verdadeiramente lhe ameaçam.

    Uma forma legítima de enfraquecê-los, que respeita os princípos de liberdade, a sua propriedade e sua vida, é dividir o poder em tantas vezes quanto possível para reduzir o alcance de suas garras. Este movimento conhecido tecnicamente como secessão tem como princípio fundamental que o território secedido deixe de seguir as regras e leis as quais anteriormente pertencia, e que os habitantes deste território então formulem suas próprias regras e vivam pacificamente com elas e em harmonia com seus vizinhos.

    Na contramão deste modelo pacífico, surgiram modelos carregados de ódio e tomados pelo preconceito, sequestrados pelo sorrateiro teatro do poder, modelos do mau combate e do fogo amigo. Um desejo ardente de separação, onde a premissa básica era o meu em detrimento do seu. Não, não se deixe levar por este sentimento contaminado de governo, de poder, o câncer da prosperidade e da harmonia.

    Nós queremos visitar suas praias, comer acarajé e andar de jipe nas dunas. Nós queremos explorar a Amazônia e respirar a beleza tropical, nós queremos ver a liberdade correndo nos veios do Rio Amazonas. Nós queremos sentir a intensidade da noite paulista, acordar na cidade que nunca dorme, saudar o Cristo Redentor e experimentar o realce do sabor gaúcho. Nós não queremos muros, queremos liberdade, respeito e vida.

    A liberdade não tem preconceitos, ela abraça os miseráveis, os desafortunados, os injustiçados, os ricos e os pobres, os irmãos do norte e os irmãos do sul. Em suas portas não passam apenas os escolhidos, elites e poderosos, aliás, ela não tem portas. É a arma mais poderosa contra qualquer projeto tirânico. Uma sociedade livre de poder governamental é uma sociedade alicerçada na mais potente rocha, e nem PT ou PSDB será capaz de produzi-la. Apenas você.

    Nós te convidamos a espalhar a liberdade ao invés do ódio. Ao invés de luto, luta.

    Ajude-nos a conquistá-la.

    Rafael Lemos, presidente do Libertários.

  • 2014 Jul 2

    Não há como enriquecer através de prejuízos

    O Governo brasileiro gosta de jogar dinheiro pela janela com o discurso de crescimento econômico (?), algo que não faz nenhum sentido. Ora, como alguém pode enriquecer tomando calote? Se uma empresa ou indivíduo empreendedor não conseguem, como uma nação conseguiria?

    Financiar exportações para outros países não aumenta a produção de riqueza, pelo contrário. Cada um real que sai do Brasil via Governo como linha de crédito para outros países pagarem pelos produtos e serviços que compram de nós, significa um real a menos nos bolsos dos pagadores de impostos brasileiros, logo, significa um real a menos para consumo interno.

    Quando, então, se trata de financiar exportações para países como Cuba, Venezuela, Argentina, Angola, Moçambique e Zimbabwe, a situação é ainda mais dramática, pois o calote é praticamente uma certeza. O Governo brasileiro empresta o dinheiro tomado coercivamente dos pagadores de impostos aos países que considera “amigos” para que estes paguem aos nossos exportadores, ou seja, nós pagamos a conta das nossas vendas a eles. Não faz o menor sentido.

    Claro, que as empresas que exportam e recebem esses valores são beneficiadas, no entanto, todo o restante da sociedade é prejudicado, pois fica com menos dinheiro para consumo interno e, devido aos calotes, o Governo precisa repor as perdas através da única fonte de renda fixa e garantida que possui: os cidadãos.

    Isso quer dizer que nós pagamos as nossas próprias exportações com nosso próprio dinheiro e ainda temos que pagar impostos maiores depois para amenizar as perdas do Governo nessas operações. Como, então, é possível ao país enriquecer desta maneira? Como enriquecer se usamos nosso dinheiro para pagar a dívida dos outros e ainda temos que dar mais dinheiro depois para repor as perdas, ficando com menos dinheiro em nossos bolsos para nossas necessidades? Estamos com menos dinheiro, mas estamos mais ricos?

    É o mesmo que um vendedor de eletrodomésticos que oferece uma máquina de lavar roupas a R$600 para um consumidor, sendo que esses R$600 serão pagos por ele através de um carnê em 10 vezes. Contudo, o custo desta máquina para a loja foi de R$400 e o consumidor paga a primeira parcela (digamos, de R$68) e não paga as demais, ou paga só as três primeiras e não paga mais. Neste caso, a loja tomou prejuízo, pois não conseguiu recuperar sequer o custo do produto. Então, obviamente, não está mais rica só porque vendeu o produto. Ora, se o custo é R$400 e recebi R$68 (ou R$204), obviamente, estou com menos capital, logo, “menos rico”. No final, a loja terá que repor a perda de algum lugar, que será dos outros consumidores, aumentando os preços e limitando o crédito a perfis de menor risco.

    É a mesma lógica de nossas exportações, pois achamos que estamos mais ricos porque vendemos os produtos e serviços, mas não percebemos que estamos mais pobres, pois emprestamos o dinheiro para que essa conta seja paga e não o recebemos de volta. O produto e/ou serviço saiu, mas o capital emprestado não retornou.

    Esse é o problema de permitir ao Governo financiar as exportações, pois diferente de indivíduos que emprestam seu dinheiro assumindo os riscos e tendo eles que absorver as perdas (quando muito, cortando custos e modificando preços o mínimo possível para não perder outros clientes), o Governo utiliza o nosso dinheiro.

    Na iniciativa privada o empreendedor está utilizando o dinheiro dele e possíveis perdas serão de responsabilidade dele, logo, ele busca investir esse dinheiro da melhor maneira possível para evitar essas perdas, que prejudicam seus clientes com possível aumento de preços, mas prejudicam seus negócios com perda de clientes devido a esse aumento e beneficia o concorrente que investiu melhor e possui um produto ou serviço tão bom quanto a um preço menor.

    Um indivíduo que utiliza o dinheiro dos demais para promover o que ele acha que será benéfico para esses demais, sem ter que arcar com as perdas de maus investimentos, não se preocupará em investir adequadamente tais recursos. Como, então, achar que o Estado, que utiliza o dinheiro dos pagadores de impostos para promover o que ele (Estado) define como de interesse desses indivíduos, sendo que não precisará arcar com os prejuízos (basta arrancar mais dinheiro dos cidadãos), se preocupará em investir tais recursos da melhor maneira possível, se ele não terá que arcar com nenhuma responsabilidade por possíveis prejuízos?

    Roberto Lacerda Barricelli é Jornalista, Assessor de Imprensa do Instituto Liberal (IL) e Diretor de Comunicação do Instituto Pela Justiça (IPJ)

    Fontes:

    Gazeta do Povo – http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1465410

    Estadão (Opinião) – http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-socorro-do-brasil-a-maduro-imp-,1094079

    BBC Brasil – O Brasil é a solução para a escassez de produtos na Venezuela? – http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/11/131122_comercio_venezuela_lk.shtml

    Portal Pecuária – http://www.pecuaria.com.br/info.php?ver=15283

    BBC Brasil – Brasil perdoa quase US$900 milhões em dívidas de países africanos – http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/05/130520_perdao_africa_mdb.shtml

    G1 – Globo News – http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/08/perdao-da-divida-de-paises-africanos-gera-questionamentos-e-duvidas.html

    Referência:

    Hazlitt, Henry, Economia numa única lição, 2ª Edição, José Olympio Editora e Instituto Liberal (RJ), Rio de Janeiro, 1986

  • 2014 Jun 12

    Mais protecionismo à indústria gráfica nacional em detrimento dos leitores

    Mais protecionismo à indústria gráfica nacional em detrimento dos leitores

    O Libertários é a favor do Livre Mercado, ou seja, o sistema pautado pelas trocas voluntárias, com ausência da coerção estatal, no qual ambas as partes sempre são beneficiadas, pois valoram mais o que o outro tem a oferecer do que aquilo que estão oferecendo na troca, sem obrigação de oferecer mais do que valoram o objeto do outro, como ocorre quando o Estado interfere na economia.


    O deputado federal Vicentinho (PT/SP) quer aumentar o protecionismo á indústria gráfica nacional através de projeto de lei que prevê a proibição da compra de livros e outras publicações estrangeiras por órgãos públicos brasileiros. Em sua defesa, o petista, Líder do partido na Câmara, afirma que foi “mal interpretado” e que a regra só vale quando há similares nacionais.

    Ora, deputado, o que são similares nacionais? Um livro de autor estrangeiro traduzido ao português é similar nacional? E se não houver tradução, mas tratar do mesmo assunto, editoria, ou tema que outro de fabricação nacional? Nesse caso, as bibliotecas públicas (que deveriam ser privatizadas, contudo, são públicas) e, pior, de Escolas e Universidade Públicas (que continuarão, infelizmente, sendo públicas) não poderão adquirir e oferecer aos leitores e alunos obras de produção estrangeira, sobre qualquer pretexto de “haver similares”. Pode-se, por exemplo, dizer que não podem comprar um livro de Carl Menger, economista fundados da escola austríaca de economia, pois há o de autores X (obviamente do viés ideológico que convier à instituição pública em questão) que tratam daquele mesmo assunto e possuem produção nacional, pois não há uma definição do que é “similar” perante tal lei.

    A utilização de termos abrangentes demais gera esse caos jurídico e abre perigosos precedentes que afrontam às liberdades dos indivíduos e causam danos a toda a sociedade. Ora, uma vez protegida da concorrência estrangeira, por que a indústria gráfica nacional se preocuparia em melhor sua qualidade em determinadas publicações, cujas principais ou até únicas concorrentes seriam/são as estrangeiras, e diminuir preços? Quanto menos concorrência, menos incentivos à diminuição de preços e aumento da qualidade.

    É uma clara tentativa de privar indivíduos daquele material estrangeiro que não interessa aos setores no poder, principalmente privar os que só tem acesso a eles através de órgãos públicos, como bibliotecas municipais, estaduais, federais, etc, devido a condições variadas, e de estudantes de escolas e universidade públicas. Sou a favor da privatização de bibliotecas, escolas e universidades? Sim. Contudo, uma vez que não há essa possibilidade no momento, o mínimo a se fazer é não privar as pessoas que utilizam tais serviços do acesso aos bens que bem entenderem, principalmente sabendo que pagam por tais serviços e produtos através do dinheiro que lhes é confiscado na forma de impostos.

    E não, essa medida não incentivará empresas estrangeiras a se instalarem no país, pois os custos que envolveriam tais operações, principalmente com os impostos indiretos, que segundo o IBPT chegam a 15% sobre livros e demais publicações, mesmo havendo lei desonerando-os dos diretos, e o arcabouço regulamentatório brasileiro para abertura de CNPJ, instalação de filiais, contratação e manutenção de mão de obra, etc, são maiores do que a capacidade de geração de capital e obtenção de lucros através da exploração da demanda dor órgãos públicos por tais publicações. Basta um exercício lógico para chegar-se a tal conclusão, mas com certeza se fizermos um estudo envolvendo número, chegaremos à mesma conclusão.

    Mais uma vez ataca-se a liberdade dos cidadãos de consumir o que bem entenderem, pois estão pagando por isso (de forma coercitiva, mas para qual não há no curto e até no médio prazo alteração no horizonte), sucateia-se produtos e serviços e prejudica-se os cidadãos/consumidores, tudo em nome da falsa desculpa de “proteger a indústria nacional”, que deve servir aos consumidores e não o contrário, sendo premiadas as que servirem melhor, mas com a real intenção de mostrar um burocrata esquerdista como o monopolizador das virtudes.
    Ora, como ser contra proteger o “patrimônio nacional” e “valorizar a produção cultural e editorial nacional?”. Ser contra isso, segundo a esquerda, é ser “coxinha reacionário fascista burguês e opressor”. Mas a verdade é que ser a favor de tamanho absurdo, ignorando todas as consequências (apenas negativas) sociais e econômicas, que afetam principalmente os mais pobres, que são os que mais recorrem aos serviços em questão, é ser desonesto e mau caráter, ou no mínimo um idiota que está pouco se importando com aqueles/aquilo que diz defender.

    Roberto Lacerda Barricelli é Jornalista

    Fonte:
    Gazeta do Povo

  • 2014 Jun 9

    Haddad – O dono da liberdade dos paulistanos

    Haddad – O dono da liberdade dos paulistanos

    O Libertários acredita que ninguém tem o direito sobre a propriedade do outro, tão menos de ditar como este deve ou não usufruir da mesma.


    O Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), vetou um projeto de lei que acabaria com uma das maiores intervenções estatais: o rodízio de veículos. Explico! O seu carro é seu e só você tem o direito de decidir como usufruir do mesmo, sendo que só não lhe é permitido utilizá-lo para iniciar agressão contra outro, ou seja, de maneira que vise propositalmente causar danos à vida, liberdade ou propriedade de terceiros.

    Mas Haddad acha que tem direito sobre nossos carros, assim como os estatistas antes dele também achavam. Ora, a partir do momento em que as ruas são mantidas com o dinheiro confiscado de nós através do que chamam de impostos e que não vemos no horizonte a possibilidade de privatização das ruas, então, no mínimo, devemos poder usufruir livremente do que pagamos.

    Contudo, nos é cerceado esse direito, sim, pois a partir do momento que você paga por um produto ou serviço, você passa a ter o direito de usufruir daquele produto ou serviço da maneira que melhor lhe provier, novamente, lembrando da única ressalva: não poder iniciar agressão contra outrem. Se eu pago forçadamente pela construção, pavimento e manutenção das ruas, no mínimo, tenho o direito de passar com meu carro, ou com o meio que eu bem entender, por elas.

    O rodízio não resolve o problema do trânsito em São Paulo, pois os que não querem utilizar o transporte coletivo de péssima qualidade e serem amassados até suas residências e/ou locais de trabalho, desrespeitarão o mesmo, correndo o risco da multa, e o que obedecerem as leis, lotarão ainda mais o sucateado transporte coletivo, que não acompanha o “raciocínio” (sic) do rodízio, nem acompanhará, pois o excesso de controle estatal sobre o setor impede que haja incentivos para tal.

    No fim, nosso direito à propriedade é desrespeitado, barreiras à nossa liberdade são levantadas e, além de não resolver problema algum, piora a situação do paulistano que só quer se locomover. Tudo isso porque temos burocratas, como Fernando Haddad, pensando que são mais capazes de tomar as decisões sobre nossas propriedades e como devemos utilizar nossa liberdade, do que nós mesmos.

    Roberto Lacerda Barricelli é Jornalista

    Fonte:
    http://g1.globo.com/videos/sao-paulo/t/todos-os-videos/v/fernando-haddad-veta-projeto-que-acabaria-com-rodizio-de-veiculos-em-sao-paulo/3385632/

  • 2014 Mai 1

    Prefeitura faz artistas de rua de palhaços

    O LIBERTÁRIOS é contra a Lei 15.776 de 29 de maio de 2013, por causa dos danos que causa àqueles que finge proteger, conforme explicado abaixo.

    A Lei 15.776 de 29/05/2013, de autoria dos Vereadores Alfredinho (PT), Floriano Pessaro (PSDB), Jamil Murad (PC do B), José Police Neto (PSD), Netinho de Paula (PC do B), Ítalo Cardoso (PT) e Orlando Silva (PC do B) prejudica a todos os paulistanos, principalmente aos artistas de rua.

    Esta lei, promulgada pelo prefeito Fernando Haddad, trás termos tão absurdos que não há como negar sua falta de necessidade e o quão é prejudicial. Em seu artigo 1º a lei diz: “As apresentações de trabalho cultural por artistas de rua em vias, cruzamentos, parques e praças públicas deverão observar as seguintes condições”. Após, os termos comentados:

    I – permanência transitória no bem público, limitando-se a utilização ao período de execução da manifestação artística;

    Ora, são artista de rua, onde se apresentariam? Na propriedade privada alheia? E se eles definirem o “período de execução” como “eterno”? Como fica?

    II – gratuidade para os espectadores, permitidas doações espontâneas e coleta mediante passagem de chapéu;

    Isso já ocorria e é totalmente desnecessário uma lei que estabeleça. Nenhum artista de rua cobra pela apresentação, ou obriga alguém a lhe dar dinheiro.

    III – não impedir a livre fluência do trânsito;

    Isso também já ocorre, pois até os malabaristas e outros artistas que se apresentam em faróis, obviamente, só o fazem quando o sinal está vermelho.

    IV – respeitar a integridade das áreas verdes e demais instalações do logradouro, preservando-se os bens particulares e os de uso comum do povo;

    Os artistas de rua se apresentam em locais públicos e não causam danos quaisquer a propriedade pública. Quem causa danos são vândalos e criminosos, o que não são os casos dos artistas.

    V – não impedir a passagem e circulação de pedestres, bem como o acesso a instalações públicas ou privadas;

    E desde quando eles impedem? Tudo que querem é trabalhar em paz e obter renda para o próprio sustento e de suas famílias. Não há coerção nenhuma, nem agressão à pedestres, bens públicos e privados. Mais umas vez estão criminalizando os artistas de rua, como se fossem propensos a cometer crimes.

    VI – não utilizar palco ou qualquer outra estrutura sem a prévia comunicação ou autorização junto ao órgão competente do Poder Executivo, conforme o caso;

    Ao invés de permitir que negociem diretamente com a sociedade, com os donos das propriedades, etc, não! O “Poder Público” quer controlar a atividade dos artistas de rua e criar mais barreiras burocráticas, para atrapalhar o sustento dessas pessoas.

    VII – obedecer aos parâmetros de incomodidade e os níveis máximos de ruído estabelecidos pela Lei nº 13.885, de 25 de agosto de 2004;

    Os artistas de rua terão equipamentos de medição sonora em seus bolsos? Como, se a própria Prefeitura está criando barreias que atrapalha a própria obtenção de renda destes?

    VIII – estar concluídas até as 22:00 h (vinte e duas horas);

    Ou seja, a Prefeitura define o horário da apresentação, talvez por perceberem o absurdo do item I. Contudo, mais uma vez a política interfere nas relações entre fornecedores e consumidores. A sociedade é impedida de negociar o horário com os artistas de rua, assim como estes são impedidos de oferecer seus serviços em horários diferenciados para atração específicas. Políticos agindo como babás do povo e interferindo na geração de riqueza e distribuição de renda, como de costume.

    IX – não ter patrocínio privado que as caracterize como evento de marketing, salvo projetos apoiados por lei municipal, estadual ou federal de incentivo à cultura.

    Há artistas que são patrocinados, fazem banners, telas, entre outros, por micro, pequenos e até grandes empresários/empreendedores. Ao aprovar este item, o prefeito Haddad e os vereadores responsáveis estão prejudicando diretamente a renda desses trabalhadores e colocando o Estado como o único patrocinados legítimo da “cultura”. Ou seja, não temos direito ao acesso aos artistas de rua patrocinados, se não houver a mão grande do Estado, que como sempre, quer ser o grande sócio, sem produzir nada, só atrapalhar.

    É por tudo isso que esta Lei é absurda e só trás malefícios aos paulistanos, sejam aqueles que gostam e querem consumir os serviços dos artistas de rua, ou dos próprios artistas, que são oprimidos pela Prefeitura e prejudicados diretamente, com diminuição da própria renda e necessidade de trabalhar ainda mais (sendo que já se esforçam muito) para ganhar o mesmo, ou menos. Depois os políticos dizem que fazem tudo “pelo cidadão” e “pelos trabalhadores”.