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2012 Dez 17

Livrarias pedem favorecimentos ao governo

Livrarias pedem favorecimentos ao governo

Associação Nacional de Livrarias divulgou carta aberta com propostas de regulamentação


Com a chegada da Amazon ao Brasil, trazendo sua versão do popular leitor de livros digitais – o Kindle -, diversas livrarias brasileiras já se mobilizaram para impedir que os ebooks façam uma concorrência efetiva a seu modelo de negócios. A Associação Nacional de Livrarias (ANL) pede que os livros digitais só sejam liberados 120 dias após sua venda em meios físicos e que os preços dos ebooks não sejam mais que 30% menores que suas contrapartes em papel.

As medidas visam garantir os lucros de um setor de empresários às custas do bem estar da população. Além de violar os direitos e ser economicamente ineficiente, a medida ainda teria o efeito colateral de atrasar os esforços de acesso ao livro no Brasil. As medidas educacionais que visam aumentar o número de leitores no Brasil serão sabotadas por medidas como estas propostas.

Infelizmente, o governo brasileiro em geral ouve aos pedidos dos empresários de diferentes setores da economia e atende suas solicitações de restrições à competição. O governo brasileiro confunde interesses empresariais com um apreço genuíno pelo mercado. Porém, um verdadeiro mercado não inclui favorecimentos a nenhum setor econômico. Um mercado livre significa que a competição é irrestrita e os preços vão se tornando cada vez mais baixos para atender os desejos do consumidor.

É isso que o Liber defende. Os libertários são contrários a qualquer restrição do mercado – e isso vale também para o mercado editorial.

Nos apoie nesta luta. Seja Liber.

Por Erick Vasconcelos