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2012 Dez 18

A tragédia nos EUA e o debate sobre as armas

A tragédia nos EUA e o debate sobre as armas

Adam Lanza, o jovem que tirou a vida de 26 pessoas, não a arma.


A morte trágica de 26 pessoas, a maioria crianças, é uma notícia que comove. As circunstâncias da morte, um jovem de 20 anos que invadiu uma escola primária fortemente armado, retomam velhos debates. A tragédia e a fragilidade emocional permitem que especialistas, jornalistas, artistas e políticos debatam novamente sobre a questão das armas de fogo.

No entendimento do LIBER, as armas não são responsáveis pela morte de pessoas. São pessoas que usam armas para tirar a vida de outras pessoas. Culpar as armas é tirar o foco da responsabilidade do assassino. Aqueles que, como Adam Lanza, usam armas para tirar a vida de diversas pessoas são indivíduos que, por alguma perturbação psicológica ou julgamento subjetivo, acharam algum motivo para cometer tais crimes e as armas nada mais são que as ferramentas usadas por tais pessoas. Se não houvesse armas, o criminoso não perderia sua vontade de matar, mas encontraria outro meio.

Infelizmente estas tragédias levam à defesa de “leis de desarmamento” que são sempre justificadas pela falsa premissa de que elas levarão a uma redução no nível de violência em nossa sociedade. O problema é que este tipo de lei impede que os cidadãos exerçam o direto à autodefesa. E não há qualquer correlação identificada entre violência e sociedades em que o porte de armas foi proibido.

Não é um mero acaso que tais crimes sempre ocorram em espaços nos quais não há a presença de indivíduos portadores de armas, onde o porte de armas por cidadãos de bem foi banido. Nestes locais os atiradores não sofrem qualquer resistência e o terror instaura-se.

Diferente do desarmamento defendido e exigido, a melhor defesa contra este tipo de crime é a permissão para que as pessoas honestas também possam possuir e portar armas.

As armas não solucionam os problemas psicológicos, as perturbações e as motivações escusas de indivíduos. Por outro lado, a ausência total de armas nas mãos de cidadãos muito menos resolverá as tragédias perpetuadas por aqueles que perderam a capacidade de respeitar o direito à vida dos outros.

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Por Filipe Celeti