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2013 Ago 23

Brasileiro é vítima de perseguição política em aeroporto de Londres

No último domingo (18), o brasileiro David Miranda, colega do jornalista Glenn Greenwald, foi detido no Aeroporto de Heathrow em Londres. David voltava da Alemanha e fazia conexão em direção ao Brasil quando foi detido por quase nove horas para interrogatório pela polícia metropolitana londrina Scotland Yard.

O brasileiro colaborou na liberação das informações do esquema de espionagem eletrônica do governo dos Estados Unidos, como revelado por Edward Snowden. Há fortes indícios que tenha sido essa a causa da detenção de David Miranda, embora não haja confirmação do governo inglês. David teve também confiscados computador, telefone, câmera fotográfica, cartões de memória e DVDs.

De acordo com a Scotland Yard, David Miranda foi detido com base na Lei de Combate ao Terrorismo, que autoriza a polícia a manter custódia de suspeitos por até 9 horas para interrogatório.

Trata-se de uma clara violação dos direitos de um indivíduo que não apresentava qualquer tipo de ameaça palpável à segurança pública. Não só foi mantido preso (embora o governo britânico tenha utilizado eufemismos para amenizar o caso) por um longo período, ele também teve seus bens injustificadamente confiscados. Parece claro que o brasileiro aqui está sendo alvo de perseguição política pressionada principalmente pelo governo americano.

O governo brasileiro afirmou que preza pelos direitos individuais e rejeitou a detenção do brasileiro pelas autoridades da Grã-Bretanha. Porém, nós sabemos que, em se tratando de direitos individuais, o governo brasileiro é um dos que menos tem credibilidade.

Nenhum governo no mundo deve possuir esse tipo de poder arbitrário, principalmente quando o objetivo central é a repressão da livre manifestação de ideias que os governantes consideram perigosas.

Para defender esses direitos, é necessário adotar a única ideologia que consistentemente se coloca em prol da liberdade humana. É preciso ser libertário.