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2014 Jan 6

As derrotas do socialismo no Brasil em 2013

O ano de 2013 foi particularmente ruim para o socialismo e seus seguidores no Brasil. Talvez eu esqueça alguma derrota, mas exporei aqui as mais claras e “essenciais”.

A popularidade da presidente Dilma Rousseff despencando após as manifestações foi com certeza a maior derrota do ano. Apesar disso, “pesquisas” (das quais não conheço ninguém que sequer conhece alguém que participou) apontam (como sempre) a recuperação da popularidade. Contudo, não vemos Dilma citando isso em seus discursos pelo país, porque será?

Mas não bastasse isso, vimos também a prisão dos mensaleiros e o fracasso dos idiotas úteis ao tentarem transformá-los em “presos políticos”. O papo não “colou”. Mas como “colaria”: Presos políticos em um país governado pelo partido ao qual são filiados (e membros históricos) há 11 anos? Até parece.

O Brasil também saiu da lista de países promissores e ficou em último lugar nos rankings de Educação, Saúde e retorno dos impostos como serviços públicos à população. Mas segundo Lula o SUS é uma maravilha, tão maravilhoso que tratou o câncer no Sírio Libanês.

Outro “mico” foi a “necessidade” de perdoar dívidas de países socialistas falidos que ultrapassaram os US$900 milhões. Melhor perdoar que levar calote, fica “menos feio”.

Antes de tudo isso, porém, houve um filme não esperado pelos socialistas: “Inflação – O Retorno”. O aumento da inflação após dois anos de baixo crescimento do PIB ajudou na dinamitação da popularidade de Dilma Rousseff e da aprovação de seu governo.

E como popularidade alta é bobagem, o Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, admitiu: “perdi o ano”. Não conseguiu emplacar o aumento genocida do IPTU, nem mesmo após manobras desesperadas, que foram derrubadas pela justiça. De quebra não conseguiu convencer sobre os inexistentes benefícios do aumento, nem esconder os malefícios como o aumento de preços, cortes de custos e ao menos 119 mil “novos desempregados”. Quer aumentar 35% de IPTU para o comércio e que os comerciantes absorvam em detrimento da própria estabilidade financeira? Ou é ingênuo, ou falta-lhe estudo, prefeito.

No fim, Haddad está preterido até por seus pares, com medo de que sua impopularidade afete o desempenho do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nas eleições de 2014, quando disputará o Governo de São Paulo.

Não posso esquecer-me da “derrubada” da PEC 137, da Senadora-Sexóloga Marta Suplicy (PT/SP), que em seus pontos mais polêmicos pretendia impedir que (talvez) poucos se ofendessem, enquanto ofenderia a maioria absoluta.

Os vândalos da USP mostrando como agem os idiotas úteis e a reação popular à invasão, incitação ao crime e extorsão em um Hipermercado Extra em Belo Horizonte (MG) também contam como pontos negativos à imagem do socialismo e de seus defensores.

Já ao final do ano, Dilma não conseguiu que fosse votado o projeto de lei do Marco Civil da Internet, tão importante para o projeto de poder do PT, e sua discussão em 2014 pode respingar negativamente em sua tentativa de reeleição.

Para finalizar, temos livros de autores de direita no topo dos mais vendidos, como: “O Mínimo que você deve saber para não ser um idiota” (Olavo de Carvalho) e “Esquerda Caviar” (Rodrigo Constantino). Estes autores podem não ser unanimidade dentro da própria direita, principalmente entre os liberais, contudo, não podemos negar o golpe sentido pelos socialistas

ao se depararem com as vendas de tais obras e sua ascensão ao topo dos livros mais vendidos. Temos também o livro “Assassinato de Reputações” de Romeu Tuma Junior, expondo Lula e sua máquina política de difamação, calúnia e injúria para destroçar a imagem e credibilidade de adversários. Uma vez sem argumentos para rebater, ataque a imagem do debatedor com mentiras até que pareçam verdades.

Bem, é o que consigo me lembrar de mais importante. Apesar de tudo isso ainda houver aberrações intervencionistas como a regulamentação da sinuca de boteco em São Paulo e da imposição aos Clubes Privados do Rio de Janeiro que não exijam que babás e acompanhantes de idosos e deficientes utilizem uniformes em suas dependências. Mas isso, frente às derrotas sofridas, é um “custo pagável” para derrubar o socialismo do poder, sendo que é possível reverter tais absurdos, após tal conquista.