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2014 Out 28

Espalhe liberdade, não ódio

Espalhe liberdade, não ódio

O Brasil parou no dia 26 de Outubro de 2014. O país inteiro foi tomado pela ansiedade angustiante e pela esperança, o desejo tomou forma, tomou convicção, tomou, por fim, partido.


É inquestionável que os últimos 20 dias foram transformados numa sangrenta batalha campal. O mundo conheceu a disputa eleitoral mais acirrada da história brasileira que custou amigos, colegas de ideologia que se maldizeram por diferenças cosméticas e relações parentescas abruptamente cortadas. O resultado, então, veio à público, atendendo misteriosamente ao projeto de poder continuamente crescente e da multiplicação dos tiranos de sabedoria centralizada. Nós imputamos uns aos outros a culpa dolorosa, determinamos os grupos que nos condenaram ao inevitável fracasso nas urnas, que nos rumaram à miséria e à desarmonia.

Nós não poderíamos estar mais cegos, ou desconexos, com o infame e complexo teatro do poder centralizado. Os habitantes do norte estão culpando os habitantes do sul e os habitantes do sul estão culpando os do norte, enquanto os tiranos observam nosso comportamento facilmente previsível, nosso apego inocente pelas suas promessas e programas, que pouco ou nunca são cumpridas, afim de atirar uma migalha de pão ao miserável para manter sua dependência, e os miseráveis são todos nós: empresários, médicos, engenheiros, auxiliares, estagiários, donas de casa, ricos, pobres, nortistas e sulistas. Enquanto os inimigos tomam suas propriedades, removem sua liberdade, vocês estão atirando em amigos. Eu os convido a apontar suas armas aos políticos e ao sistema cálido, imperador e tirânico que verdadeiramente lhe ameaçam.

Uma forma legítima de enfraquecê-los, que respeita os princípos de liberdade, a sua propriedade e sua vida, é dividir o poder em tantas vezes quanto possível para reduzir o alcance de suas garras. Este movimento conhecido tecnicamente como secessão tem como princípio fundamental que o território secedido deixe de seguir as regras e leis as quais anteriormente pertencia, e que os habitantes deste território então formulem suas próprias regras e vivam pacificamente com elas e em harmonia com seus vizinhos.

Na contramão deste modelo pacífico, surgiram modelos carregados de ódio e tomados pelo preconceito, sequestrados pelo sorrateiro teatro do poder, modelos do mau combate e do fogo amigo. Um desejo ardente de separação, onde a premissa básica era o meu em detrimento do seu. Não, não se deixe levar por este sentimento contaminado de governo, de poder, o câncer da prosperidade e da harmonia.

Nós queremos visitar suas praias, comer acarajé e andar de jipe nas dunas. Nós queremos explorar a Amazônia e respirar a beleza tropical, nós queremos ver a liberdade correndo nos veios do Rio Amazonas. Nós queremos sentir a intensidade da noite paulista, acordar na cidade que nunca dorme, saudar o Cristo Redentor e experimentar o realce do sabor gaúcho. Nós não queremos muros, queremos liberdade, respeito e vida.

A liberdade não tem preconceitos, ela abraça os miseráveis, os desafortunados, os injustiçados, os ricos e os pobres, os irmãos do norte e os irmãos do sul. Em suas portas não passam apenas os escolhidos, elites e poderosos, aliás, ela não tem portas. É a arma mais poderosa contra qualquer projeto tirânico. Uma sociedade livre de poder governamental é uma sociedade alicerçada na mais potente rocha, e nem PT ou PSDB será capaz de produzi-la. Apenas você.

Nós te convidamos a espalhar a liberdade ao invés do ódio. Ao invés de luto, luta.

Ajude-nos a conquistá-la.

Rafael Lemos, presidente do Libertários.